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História da Distribuição de Medicamentos
Anteriormente
aos anos de 1960 existia no mercado
farmacêutico brasileiro a importante figura
dos Droguistas, proprietários de grandes
drogarias que operavam tanto no varejo como
no atacado. Nesta época, havia um catálogo
que servia como referencial de todos os
produtos farmacêuticos. Como as vendas
diretas dos laboratórios eram basicamente
dirigidas a estes droguistas e às médias
farmácias em função de uma exigência de
pedido mínimo, os pequenos varejistas
direcionavam as suas compras de medicamentos
aos droguistas, que lhes concediam prazos e
alguns descontos promocionais sobre um
pedido mínimo. As farmácias e pequenas
drogarias, por sua vez, acrescentavam de 20
a 25% de margem de comercialização sobre os
preços do catálogo existente.
Uma vez que
indústrias farmacêuticas concentravam-se em
São Paulo e Rio de Janeiro, o custo do
transporte influía no preço final de venda a
varejo, de tal forma que cada região do
Brasil tinha o seu preço. Este princípio
também se aplicava ás farmácias da periferia
das grandes cidades que estavam longe da
influência das grandes drogarias.
Vantagens em
se adquirir medicamentos do distribuidor
Atualmente, a
estrutura de consumo de medicamentos no
Brasil é diretamente influenciada pelo
médico ou pela farmácia (ou drogaria) que
não interfere apenas como entreposto de
vendas, mas como divulgadora das
características dos produtos. A distribuição
dos produtos a esses canais de vendas é
feita pelos laboratórios em linhas:
distribuição direta às farmácias e/ou
drogarias, às grandes redes varejistas de
farmácias, aos hospitais, aos órgãos da
administração pública municipal, estadual,
federal e a distribuição através de
atacadistas que respondem por 85% do
abastecimento.
Outros fatores
que contribuíram para que as indústrias
passassem a comercializar seus produtos
forma a ampliação da cobertura de mercado,
racionalização do processo de obtenção de
informações sobre o mercado e
principalmente, suporte ao varejista. Para
este, é extremamente vantajoso adquirir de
distribuidores / atacadistas, devido aos
seguintes fatores: usufruir dos serviços aos
clientes, contar com grande variedade de
produtos, comprar em pequenas quantidades
(fracionamento da embalagem do fabricante) e
a possibilidade de programar entregas mais
freqüentes propiciando a manutenção de
estoques menores.
Caso não
houvesse o intermediário numa transação,
seria necessário que o fabricante mantivesse
uma estrutura capaz de promover o escoamento
de toda a sua produção de forma rápida e
eficiente, contando com todos os recursos
logísticos hoje utilizados pelo setor
atacadista. Além disso, seria necessário
manter uma equipe de trabalho treinada para
comercializar os produtos de maneira
pulverizada, identificando mercados e
estratégias. Sem dúvida, este procedimento
significaria um aumento de custo relevante
para o fabricante e para o consumidor final,
ou seja, a intermediação do atacadista
diminui o custo dos produtos
comercializados, reduzindo por conseqüência
o preço final dos produtos.
Automação no
atendimento
Temos que
considerar que, atualmente, os produtos
farmacêuticos contam com aproximadamente
10.000 item em diversas apresentações
comercializadas.
Cada vez mais,
a tendência do processo de distribuição de
remédios mostra que o fabricante e o
distribuidor / atacadista devem trabalhar em
parceria, tendo sempre em mente o interesse
do seu principal cliente, o varejo
farmacêutico.
Atualmente os
atacadistas possuem uma estrutura totalmente
mecanizada e robotizada que permite o rápido
atendimento aos pedidos diários do comércio
farmacêutico, sendo em alguns casos com duas
ou mais entregas diárias.
Com a presença
do distribuidor / atacadista ocorre mais
proximidade do varejista com o repositor,
permitindo oferecer melhor nível de serviço
e, com isto, melhorando o atendimento do
receituário médico junto ao paciente.
Assim, a
indústria farmacêutica pode escoar toda a
sua produção através do distribuidor /
atacadista.
As indústrias
conseguem obter redução dos seus custos
repassando a distribuição direta pelo
fabricante, que representa 30% de redução
dos seus custos, bastando repassar em média
16% aos distribuidores, obtendo com isso uma
redução líquida de 14% em seus custos.
Atualmente, as
funções desempenhadas pelos atacadistas /
distribuidores de produtos farmacêuticos em
benefício dos laboratórios são:
Cobertura
total do mercado através dos distribuidores
por meio de força de vendas, visitação
diária e telemarketing especializado no
atendimento ao cliente;
Manutenção de
estoques através dos distribuidores, que
possibilitam a presença dos produtos dos
fabricantes nos canais de vendas, com
reposição contínua e redução do estoque de
manutenção para no máximo 30 dias;
Racionalização
do processo de obtenção de informações sobre
o mercado e o seu comportamento;
Total suporte
ao cliente varejista;
Disponibilidade de grande variedade de
produtos através de distribuidores /
atacadistas;
Assistência
creditícia e financeira que possibilita ao
varejistas melhores condições de prazos e
pagamentos oferecidos pelos distribuidores;
Vendas em
pequenas quantidades através do
fracionamento da embalagem de despacho do
fabricante;
Entregas
programadas com maior freqüência, que
permitem ao varejista manter um estoque
menor;
Assessoria e
suporte técnico;
Adequação dos
pedidos pelos distribuidores/atacadistas em
função das reais necessidades dos
comerciantes (quebra de pedidos);
Análise
crítica das tendências dos seus clientes,
sejam eles farmácias / drogarias, hospitais,
clínicas, órgãos governamentais, etc.
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